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16 janeiro 2008

Campanha Publicitária da Associação de Doenças Mentais do Canadá



Uma a cada cinco pessoas será afetada por doenças mentais. Divulgar essa estatística e combater o estigma negativo ligado à doença foi o objetivo da Associação de Doenças Mentais do Canadá. Procurando educar o público a agência canadense MacLaren McCann Calgary foi contrada para desenvolver a campanha.

"Nós pensamos que a estatística '1 em 5' soava como as chances de uma aposta, e como de repente qualquer pessoa pode ser afetada por isso, é mais ou menos como uma loteria (só que uma que você não gostaria de ganhar). Milhares de bilhetes foram deixados em edifícios empresariais, praças de alimentação e shoppings, para que as pessoas os encontrassem, raspassem e aprendessem".


Diretor Criativo: Mike Meadus
Diretor de Arte: Brad Connell & Kelsey Horne
Publicado: Novembro de 2007

20 dezembro 2007

Campanha Diesel: Proteja Seus Olhos




Miami Ad School, São Paulo, Brasil
Diretor de Arte: Pedro Henrique Fernandes

12 dezembro 2007

Campanha Dia Mundial da Aids



Agência: The Aid Agency, Copenhagen, Dinamarca
Diretor de criação: Andrew Smart
Diretor de arte: Rasmus Sigvaldi
Copywriters: Andrew Smart, Rasmus Sigvaldi
Fotógrafo: Rasmus Sigvaldi
Flyer Copy: Pia Rathsach
Flyer Foto: Anne Mie Dreves
Publicado: Dezembro de 2007

19 julho 2007

Comercial Evolução da Dove



É...produção e Photoshop são tudo na fotografia publicitária.

22 junho 2007

Ipod nos anos 50

"20 minutes of music anywhere"
Chique, não!?

Fotografia conquista publicidade só nos anos 40

A partir de 1930, agências publicitárias estrangeiras começaram a chegar no Brasil, principalmente em São Paulo. A ilustração a traço, que dominava a publicidade brasileira até então, começou a perder forças.

O problema é que os fotógrafos ainda não eram especializados, cobriam jobs ou pautas de diversos campos. As agências, então, importavam imagens dos Estados Unidos.

“Foi realmente na década de 1940 que começou a haver um espaço um pouco mais consolidado para a fotografia no campo da propaganda, e fotógrafos como Chico Albuquerque, Peter Scheier e Hans Gunter Flieg, Becherini firmaram-se na área. Sem dúvida, influiu neste quadro a chegada de profissionais estrangeiros, já iniciados na modernidade européia, que vinham ao Brasil refugiados do nazismo e da Guerra”, segundo a jornalista Daniela Palma.

14 junho 2007

O retrato como foto publicitária


O retrato foi o primeiro gênero fotográfico incorporado de maneira sistemática à propaganda nas primeiras décadas do século XX. A publicidade testemunhal, que consiste na utilização da imagem de uma personalidade para recomendar o uso do produto, foi muito utilizada nessa época.

Os retratos, que mostravam apenas poses rígidas, não eram pensados em termos de uma linguagem publicitária mais articulada. Então, apesar da imagem fotográfica ter ganhado um pequeno espaço na publicidade, tinha um caráter meramente ilustrativo e um padrão de qualidade muito desigual.

13 junho 2007

Publicidade influenciada pela Art Nouveau



De 1890 a 1910 o principal modelo estético da publicidade era o Art Nouveau, que objetivava agregar valor “criativo” por meio da ornamentação. Assim, cartazes, embalagens, folhetos e anúncios apresentavam os produtos entre sedutoras figuras femininas com suas longas cabeleiras esvoaçantes, tecidos drapeados e ornamentos em forma de flores, mosaicos, pássaros, estrelas.

“A imagem fotográfica, nesse contexto, parecia pouco ‘criativa’ e nada ‘artística’ para se sobrepor à ilustração a traço”, segundo a jornalista Daniela Palma.

24 maio 2007

No Brasil a foto publicitária seguia as evoluções do jornalismo

No Brasil os primeiros escritórios dedicados a “distribuir anúncios” para os jornais, começaram a surgir a partir de, aproximadamente, 1914, com a casa paulistana Castaldi & Bennaton (que se transformou em A Eclética). Antes disso, as atividades publicitárias estavam ligadas aos próprios jornais e revistas: funções que iam do agenciador de anúncios até escritores e artistas.

“Assim, as novidades técnicas e as soluções para o emprego de novas linguagens seguiam as transformações editoriais no campo jornalístico e, muitas vezes, a passos mais curtos” (Daniela Palma, 2005).

A recusa da fotografia pela publicidade no século XIX



A propaganda custou a adotar a fotografia. Apesar da impressão fotográfica ser possível desde 1880, quando apareceu o processo de impressão halftone, a utilização da fotografia pela publicidade não aconteceu na seqüência.

“A recusa à fotografia pelos publicitários se dava nas duas pontas: se por um lado, ela era técnica demais para alcançar a fruição artística do desenho, por outro, não tinha a precisão do traço para a reprodução dos detalhes técnicos na impressão, já que as imagens ficavam ainda muito reticuladas.

Assim, o uso da fotografia na propaganda do século XIX foi bastante irrisório, tanto na Europa e Estados Unidos, como também no Brasil. Basicamente, a imagem fotográfica continuava a servir, na publicidade e na cobertura jornalística, à mesma finalidade de antes do desenvolvimento do meio-tom, ou seja, como referência para a produção de gravuras” (Daniela Palma, 2005).

01 maio 2007

Representação da realidade X Foto publicitária




A relação da imagem com a realidade começou a ser discutida no século XIX e diferentes perspectivas foram moldadas ao longo desse período. No livro O Ato Fotográfico (1986), Philippe Dubois define um percurso histórico das posições defendidas, dividido em três partes: a fotografia como espelho do real, a fotografia como tranaformação do real e a fotografia como traço do real.


Nessa postagem eu vou falar um pouco sobre o discurso da fotografia como espelho do real, que preponderou desde o início do século XIX. Acreditava-se não haver interferência do artista, o que conferia grande capacidade mimética à fotografia. Na verdade, o fotógrafo não era considerado artista, apenas reprodutor da realidade. Dubois define a ruptura da arte com a fotografia concebida na época:


"Essa bipartição recobre claramente uma posição entre a técnica, por um lado, e a atividade humana, por outro. Nessa perspectiva, a fotografia seria o resultado objetivo da neutralidade de um aparelho, enquanto a pintura seria o produto subjetivo da sensibilidade de um artista e sua habilidade".


Enquanto o fotojornalismo recai sobre esse discuro, de que reproduz a realidade fielmente, a foto publicitária vem na contramão: assume a manipulação da imagem para cumprir um briefing, vender um produto.


english version

Reality representation x Publicity photography

The relation between image and reality began to be discussed in the 19th century and different perspetives were moulded in this period. In the book The Photographic Act (1986), Philippe Dubois defines a historic course of the positions, separeted in three parts: the photography as a reality mirror, the photography as a reality transformation and the photography as a reality trace.

In this post I’ll talk about the photography as a reality mirror, speech that predominated since the beginning of 19th century. People used to believe that there was no artist interference, what conferred great simulation capacity to photography. Actually, the photographer wasn’t considered an artist, just a reality reproducer. Dubois defines the rupture of art and photography conceded at the time:

“This bipartition recovers clearly a position between technique, on one side, and human activity, on the other. In this perspective, the photography would be the objective result of the equipment neutrality, while painting would be the subjective result of an artist sensibility and hability”.

While photojournalism falls on this speech, that reproduces faithfully the reality, the publicity photography comes in the opposite direction: assumes the image manipulation to accomplish a briefing, sell a product.